As remotas de I/O (Entradas e Saídas) são dispositivos projetados para coletar sinais de sensores e enviar comandos para atuadores de forma descentralizada. Em vez de levar centenas de fios até o CLP central, os sinais são conectados à remota no campo, que se comunica com o controlador principal através de um único cabo de rede industrial. Isso simplifica a infraestrutura e permite uma gestão mais eficiente da planta.
A principal vantagem técnica é a redução drástica de custos com cabos, eletrodutos e mão de obra de instalação. Além disso, as remotas facilitam a manutenção e futuras ampliações do sistema, pois permitem adicionar novos pontos de I/O sem a necessidade de passar novos cabos por toda a fábrica. O projeto ganha em organização, redução de ruídos eletromagnéticos e maior agilidade na montagem dos painéis.
As remotas são compatíveis com diversos protocolos de rede, sendo os mais utilizados o Profinet, Profibus DP, EtherNet/IP, Modbus TCP/RTU e CANopen. A escolha da remota na PJ Neblina deve ser baseada no protocolo suportado pelo seu CLP (Controlador Lógico Programável), garantindo a integração perfeita dos dados e a velocidade de resposta necessária para o controle do processo em tempo real.
Isso depende do Índice de Proteção (IP) do equipamento. Remotas com IP20 são destinadas exclusivamente à montagem dentro de quadros elétricos, protegidas contra poeira e umidade. Já as remotas com IP67 são robustas e vedadas, projetadas para serem instaladas diretamente na estrutura das máquinas (campo), suportando jatos de água, óleo e vibrações, o que elimina a necessidade de caixas de proteção extras.
Existem ambos os modelos, mas a modularidade é um grande diferencial técnico. As remotas modulares permitem que você encaixe "fatias" (slices) de diferentes tipos de sinais como entradas digitais, saídas analógicas, medição de temperatura (RTD/Termopar) ou módulos de segurança conforme a necessidade específica de cada setor da máquina, oferecendo flexibilidade total para o projeto de automação.
As remotas modernas fornecem diagnósticos avançados por canal. Através do software de supervisão ou LEDs de status no próprio equipamento, é possível identificar rapidamente falhas como curto-circuito na saída, rompimento de cabo de sensor ou perda de comunicação na rede. Esse nível de informação técnica reduz o tempo de máquina parada (downtime), permitindo que a equipe de manutenção atue diretamente no ponto exato do problema.